O CULTO À FRUGALIDADE E A PRODUÇÃO ARTIFICIAL DA ESCASSEZ

Daniela de Souza Onça, Ricardo Augusto Felicio

Resumo


Neste artigo, localizamos a fonte do culto à frugalidade, presente em diversas alas do movimento ambientalista, na crise estrutural do capitalismo contemporâneo. Este sistema, que não consegue evitar a produção da escassez para a humanidade, formula hoje ideologias de conformismo a esta escassez, revestidas pelo ideal de preservação ambiental, em que o cultivo de hábitos frugais é apresentado como necessário a uma maior harmonia entre o homem e a natureza. Verifica-se, pois, que o culto à frugalidade representa uma racionalização ideológica capitalista para criar uma cultura de permanente escassez, acatada e desejada pela humanidade em nome do imperativo ambiental, e que a faz desconsiderar questões muito mais graves e urgentes.

 

Palavras-chave: Ambientalismo. Capitalismo. Ideologia.


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DOI: http://dx.doi.org/10.17271/19843240332010384

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ISSN Eletrônico: 1984-3240    Digital Object Identifier (DOI): 10.17271/19843240

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